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ESTRAGOU TUDO AGORA !
J.A. Nobre

O cotidiano é uma fonte inesgotável de temas para a nossa observação, avaliação e conseqüentemente, para o nosso aprendizado.
Uma simples mudança no clima (uma suave neblina) fez com que um amigo que estava comigo na praia, pronunciasse essa frase:
“Estragou tudo agora!”
Naquele momento percebi que estava diante de um tema que faz parte, de forma muito marcante, dos nossos comportamentos ou mais ainda, das nossas vidas: “a reação a mudanças”.
Naquela ocasião contemporizei, dizendo a ele:
- “Isso é uma chuvinha de nada e logo vai passar. Aproveita para tomar um banho de chuva, coisa que só fazíamos quando éramos crianças. Aproveita a oportunidade!”
São raras as pessoas que encaram as mudanças como oportunidades. Assim, ficamos nos aborrecendo quando as coisas não ocorrem como queremos e perdemos excelentes oportunidades de experimentar o novo, o diferente.
Perdemos um tempo precioso nos lamuriando e no final das contas, na maioria das vezes, vamos ter que aceitar e/ou nos adaptar a nossa situação.
Não faz muito tempo, fiquei muito aborrecido porque uma estante que eu havia escolhido e adquirido há muitos anos, com muito carinho, não tinha espaço para o televisor que minha esposa havia comprado. Com extremo pesar desmontei-a e a levei para o depósito. Quando a estava desmontando percebi que ela estava tomada pelos cupins.
Resisti! “A sala não tinha mais a mesma beleza sem ela” ... “Os espaços e os quadros estavam sem graça”... “Estragou tudo agora!”
- Quando nossos planos falham ou precisam ser mudados como reagimos?
Mudança é a única certeza que podemos ter em nossas vidas!
Compreender e tirar proveito das mudanças amplia nossos conhecimentos e nos ensina a conviver com o novo, com o inesperado.
- Por que resistimos às mudanças?
Muitas são as respostas, mas principalmente, o medo, a insegurança e a incerteza por não saber o que vem pela frente, o que vai acontecer.
Ver nossos planos serem alterados, nossas idéias serem preteridas, perceber nossas intenções serem relegadas e/ou esquecidas, incomoda e muito.
Quando alguém nos diz “conte até dez antes de se estressar”, temos duas opções:
- contarmos até dez e ficarmos mais calmos e ainda, nos permitirmos entender, ou melhor, compreender a mudança, ou então,
- ficarmos aborrecidos, remoendo o nosso descontentamento, derramando adrenalina, sofrendo e ficando irritado por um bom tempo.
Todos os dias enfrentamos situações novas e, nem sempre, essas situações nos são favoráveis e/ou agradáveis.
Conviver com o novo, com o diferente daquilo que desejamos e para o qual nos programamos é uma constante e exige maturidade para aceitar e ainda, tirar algum proveito.
O grande erro que na maioria das vezes cometemos é procurar culpados.
Toda vez que encontramos culpados nos sentimos um pouco aliviados, porém nos desviamos dos nossos objetivos.
Para o caso da chuva que surgiu no meio do passeio poderíamos nos perguntar:
- Examinei a previsão do tempo?
Em uma outra situação na qual uma venda não foi concretizada, caberia perguntar:
- Onde foi que eu errei?
- Contatei com a pessoa certa? Com a pessoa que verdadeiramente decide?
- A minha proposta atendia plenamente as necessidades do cliente?
- O que os meus concorrentes estão oferecendo de melhor e/ou de diferente?
Em outras situações ainda, nas quais perdemos uma oportunidade, as seguintes perguntas poderiam ser feitas:
- Deixei claras as minhas intenções?
- Manifestei o meu interesse pela pessoa?
- Perguntei o que estava atrapalhando nosso relacionamento?
- Tenho certeza de que o que estou propondo é bom para a outra parte?
Entretanto, é muito mais fácil queixarmo-nos, culpar o tempo, o infame do concorrente, o cliente que é inacessível e não mantém compromisso, o amigo que não me compreende, a mulher que não aceita meu comportamento e por aí afora.
Desculpas, desculpas e mais desculpas.
A definição que considero mais adequada para a palavra desculpa é:
DESCULPA = ISENÇÃO DE CULPA.
Nas palestras, treinamentos e consultorias que realizo, são freqüentes as ocasiões nas quais este tema é abordado. Sempre procuro lembrar a todos, inclusive a mim, da importância de ao invés de ficarmos nos aborrecendo com as mudanças, devemos sim, procurar entendê-las, conviver e aprender.
Convido-o para que na próxima vez que surgir algo que a princípio não o agrade, pense antes de dizer:
“Estragou tudo agora!” e, se puder, diga:
“Eis uma nova oportunidade de aprender e crescer!”
Agindo assim, tenho aprendido muito e tenho absoluta certeza que você também aprenderá e crescerá ainda mais!





 
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