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CENÁRIO DE MUDANÇAS

J.A. Nobre

O título deste artigo pode ser considerado uma redundância, ao menos que o “cenário” seja de uma fotografia ou de algo inanimado.
Com muita freqüência, durante os nossos eventos, costumo afirmar que as pessoas gostam de mudar e de se mudar.
Algumas pessoas me olham demonstrando claramente sua perplexidade e incredulidade diante da afirmação que faço.
Evidentemente, essa afirmação está incompleta.
O correto é afirmar:
“As pessoas gostam de mudar e de se mudar, desde que elas sejam as autoras ou co-autoras da mudança”.
Ser objeto da mudança raramente é bem aceito.
Conviver com a mudança pode ser muito fácil ou muito difícil e, por mais contraditório que possa parecer, é uma questão de escolha.
A mudança pode ser fantástica, ou seja, quando é desejada, quando é para melhor. Mudar para uma casa ou apartamento melhor, num bairro melhor; conquistar uma melhor remuneração, ou ainda, um cargo mais elevado dentro de uma organização; realizar uma nova venda e/ou celebrar um novo contrato.
A mudança pode ser avassaladora, pode até ser fatal, ou seja, ela pode derrubar e destruir nossas bases, nossas certezas, nossas crenças, nossas forças e até a nossa vida.
Quando a mudança é indesejada, quase sempre o sofrimento é inevitável.
O tempo de duração e a intensidade do sofrimento vão depender essencialmente de como for encarada e/ou assimilada a mudança.
Encarar e/ou assimilar a mudança está intimamente relacionada com a flexibilidade de cada um, flexibilidade essa que pode ser direcionada a qualquer tipo de assunto ou não.
Por exemplo: existem pessoas que convivem facilmente com mudanças tanto no campo pessoal, como no campo profissional; no entanto algumas pessoas são totalmente flexíveis no trabalho e ao contrário, são pouco ou não flexíveis em casa e vice-versa.
O fato é que indiscutivelmente as mudanças fazem parte da vida e desde o ato da concepção nós, seres humanos, estamos mudando.
Sendo assim, ou aceitamos as mudanças e procuramos tirar o máximo de proveito e/ou de aprendizado, ou vamos sofrer e, mesmo sem querer, mudar.
O exercício de conviver com a mudança pode ser prazeroso e engrandecedor, como afirmei anteriormente.
Considerando que a mudança é uma constante na vida e muitas vezes previsível, o que pode ser feito, é planejar o que fazer de forma a ampliar os ganhos, ou então, minimizar as perdas.
Para tal, é fundamental empregar “a usina maravilhosa que possuímos entre as orelhas”.
Existe uma máxima, de autor anônimo que diz:
“O ontem é história, o amanhã um mistério! E o hoje é uma dádiva e por isto o chamamos de presente ...”
Gosto muito dessa máxima, porém discordo em parte, porque mesmo que o futuro seja um mistério, em muito podemos contribuir para que ele (o futuro) nos ofereça mudanças sim, porém positivas e enaltecedoras.
O que ontem era positivo, hoje e amanhã poderá não ser.
Mudar é preciso.
Lembro-me dos meus primeiros contatos com o computador.
A princípio achei que jamais iria utilizá-lo, porque isso era atividade para a secretária e, sendo assim, deixei passar por algum tempo a maravilhosa oportunidade de conhecer a fabulosa ferramenta, sem a qual não consigo mais passar.
Resistir à mudança não é inteligente; afastamos-nos do contato com um mundo novo, que pode nos proporcionar crescimento e desenvolvimento.
Quando a mudança não é desejada e/ou negativa, em muitas ocasiões fica-se resistindo, mesmo sabendo que ela é irreversível e com isso, perde-se um precioso tempo e, na maioria das vezes, também se perdem oportunidades.
Quem consegue rapidamente reconhecer a mudança, está à frente daqueles que estão resistindo, portanto, a caminho do crescimento e, muito frequentemente, do sucesso.
O futuro, com certeza, nos reserva uma série de surpresas que poderão ser imensamente positivas se nos permitirmos encarar as mudanças como elas precisam ser encaradas. Para tal é fundamental estar preparado, antecipando-se ao que vem pela frente, buscando constantemente novos conhecimentos e desafios.
Sendo assim, você pode pintar e interagir num novo cenário, ou então, ficar queixando-se, resistindo e deixando oportunidades, que podem ser maravilhosas, passarem ao largo.
Construa o seu cenário!





 
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