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O BATEDOR DE GONGO
J.A. Nobre

Ao longo dos tempos tenho percebido que a maioria das pessoas que lutam, que se esforçam para conquistar um bem, um relacionamento, um trabalho, um emprego, um cargo e tantas outras coisas, depois de algum tempo já não dão o mesmo valor ao que conquistaram.
Muitas dessas pessoas passam a impressão que o importante foi a conquista, ou até mesmo, a luta para a obtenção do objeto do desejo e não o possuir/ter, ser o proprietário do bem, da atividade e/ou do sentimento.
Quanto ao tempo de duração da felicidade pela conquista, alguns casos podem e são comparados a “fogo de palha” e outros duram um pouco mais.

Este tipo de comportamento é freqüentemente percebido na maioria das pessoas e, com certeza, o mesmo afeta relacionamentos, desenvolvimento e até a possibilidade da manutenção do crescimento do indivíduo, quer num ambiente familiar, comunitário e/ou organizacional.

- O que fazer então para evitar situações nas quais esta redução de importância ou de valorização do que se conquista se torne rotina?

Nessas ocasiões o que geralmente é feito, dependendo do caso, varia desde aconselhamentos, brigas, separações, choros, punições até a ocorrência de demissões.Desta forma, alguns casos (poucos) ficam resolvidos, no entanto, na maioria das vezes, a solução funciona apenas por algum tempo e uma parte considerável, fica sem solução.

Quem convive com pessoas que possuem essa “queda de rendimento”, possuem um trabalho extra, porque além de atuarem nas suas próprias atividades, necessitam desenvolver meios para resgatar o entusiasmo e o interesse desses indivíduos.

Diretores, gerentes e outros cargos de comando em organizações, esposos, esposas, pais, filhos, sacerdotes e outros, com freqüência queixam-se de que “não sabem mais o que fazer” para conseguir que as pessoas “voltem a ser como eram antes”.

Diante desse cenário, em uma determinada ocasião, na qual uma cliente reclamava da falta de entusiasmo e motivação de seus colaboradores, enquanto ela falava, lembrei-me da figura do “batedor de gongo”.

Para algumas pessoas um sujeito cruel, impiedoso, que no convés das galeras, batia o gongo definindo o ritmo que os escravos, acorrentados à embarcação, deveriam remar, a fim de movimentar e dar maior ou menor velocidade as mesmas.

A partir desse pensamento comecei a analisar que existem algumas pessoas que facilitam a vida de outras.
Pessoas que sempre tem uma palavra amiga, um sorriso, um abraço e muitas vezes são o “porto seguro”, onde outras ancoram seus barcos carregados de frustrações, tristezas e desânimos.

E ainda naquele momento concluí:
- como faz falta um “batedor de gongo” no dia a dia das organizações, das famílias, das comunidades e dos governos.

Alguém que estimule as pessoas, que as ajude a manterem acesa a chama dos seus sonhos, animando-as, valorizando suas conquistas, incentivando-as, enfim, puxando-as em direção ao desenvolvimento e conseqüentemente, rumo ao sucesso.

Poucas são as pessoas que agem como “batedores de gongo”. A maioria faz parte das que se queixam, alegando que a vida não é justa com elas, que não possuem sorte e que “dinheiro, mulher ou homem bonito só vêem nas mãos dos outros”.
A partir dessa idéia, sugeri a essa cliente que implantasse o “batedor de gongo” na sua empresa.

A princípio ela ficou em dúvida de como tal idéia poderia ser colocada em prática, porém aos poucos fui expondo uma relação de itens/regras que poderiam compor o projeto e depois de algum tempo, tínhamos um desafio pela frente: testar o “batedor de gongo”.

Precisávamos eleger um grupo piloto e então, ela achou conveniente iniciar com o pessoal do escritório.
E assim foi feito.
Depois de explicar o que se pretendia aos colaboradores e de fazer o sorteio do primeiro “batedor de gongo”, foi dada a partida.
Muitos avanços e retrocessos ocorreram nas primeiras semanas, após a implantação.
Regras foram alteradas e novas regras foram surgindo.

No entanto, algo desejado aconteceu: - o clima mudou para melhor; pessoas que tinham dificuldades de relacionamento com outras foram minimizando as distâncias e atualmente, o “batedor de gongo” está caminhando com ótimas passadas.

- Mas afinal o que ou quem é o “batedor de gongo”?
- O “batedor de gongo” é aquela pessoa sorteada ou escolhida no grupo, que temporariamente tem a função de fazer com que o dia de trabalho (pode ser no lar e/ou na comunidade) seja algo especial, facilitando a vida das pessoas, ouvindo-as, apoiando-as e lembrando-as que o local de trabalho, ou qualquer outro lugar, pode e deve ser um lugar para ser feliz.

Então, Você aceita o desafio de ser o “batedor de gongo”?

DICAS:
As ações atribuídas ao batedor estão ligadas a criatividade pessoal, mas aqui vão algumas sugestões que testadas e aprovadas.
- A leitura de um texto/história estimulante para o grupo;
- O mesmo que os jogadores fazem ao entrar em campo (um brado ou uma oração);
- O exercício de gargalhada (fazer com que todos coloquem uma boa gargalhada matinal);
Enfim a inovação e a criatividade devem ser incitadas para o sucesso desse desafio.
Também vale lembrar que convém definir o batedor de gongo por áreas e que ele deve ficar em evidência no seu período de ação.





 
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