Quem Somos Produtos e Serviços Cases Clientes Artigos Galeria de Eventos Fale Conosco

artigos

artigo9

 

PROCURANDO UMA DESCULPA???
Márcio Nobre

Todos os dias contato com muitas pessoas de diferentes setores do mercado. Converso com diretores, empresários, colaboradores da área comercial, do chão de fábrica, dos setores financeiro e administrativo, enfim, de todos os cargos e posições das organizações.

Essas conversas passeiam por diversos assuntos e tomam diferentes profundidades em seu desenvolvimento. Particularmente, aproveito cada bate-papo para descobrir um pouco mais sobre as pessoas, suas identidades e suas perspectivas. Mas recentemente identifiquei algo que ocorre em determinados períodos e que neste ano isto ficou claramente acentuado.

O ano de 2006 em especial para os brasileiros é completamente diferenciado. Ano de eleições, Copa do Mundo de Futebol e ainda repleto de feriados em dias úteis. Conversas daqui e dali e o assunto que impera nas conversações são a tríade Eleições – Copa – Feriados. Nem vou comentar que o Carnaval foi no fim do mês de Fevereiro e que o ano para alguns só começa depois dessa data. Realmente, este é um ano diferente, com um significado especial para nós brasileiros e... Com muito por fazer!

Refiro-me a isso porquê a tríade em questão acaba levando a culpa pelas indefinições, pela não concretização de projetos, pela não realização de tantas coisas que ficarão para trás por culpa única e exclusiva dessa “bendita” tríade. Será?

Se contarmos os dias de eleições considerando um 2o. turno, os dias da Copa considerando que o Brasil chegue as finais e somar a isso todos os feriados e Domingos (os Domingos entra ano e sai ano, não passam de 50 dias!), teremos 296 dias utilíssimos dias para fazermos muito por nós. Sim, porquê este deve ser o pensamento, essa é a maneira de encarar os desafios de um ano “menor” transformando-o em um ano de oportunidades.

Em alguns momentos da vida, eu ou você, protelamos, deixamos passar, esquecemos, nos fizemos de esquecido, projetos não se concretizaram, planos ficaram pelo caminho e o tempo passou, e ele passa muito rápido. Alguns sabem disso, outros estão descobrindo isso, alguns não fazem a menor idéia disso e outros passaram sem saber.

A máxima que diz “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje” pode parecer um clichê barato, mas é uma verdade universal e que se adotada como princípio pessoal, profissional e organizacional diferencia as pessoas e as empresas que vão além das que ficam pelo caminho.

Você quer ir além???

Sair da zona de conforto é tarefa para poucos, muitos deixam que a história escreva por eles.

Você quer escrever a sua própria história???
Você tem auxiliado as pessoas a escreverem as suas histórias???

Escrevemos todos os dias a nossa história, cada dia é um capítulo, cada hora uma página e somos nós que decidimos o que queremos escrever. Se deixarmos de escreve-la teremos muitos capítulos em branco.

Quantas vezes em nossa vivência organizacional nos encontramos em capítulos sem graça, improdutivos, verdadeiras histórias “sem pé, nem cabeça”. Ou ainda, quantas vezes deixamos de auxiliar as pessoas, nossos pares, na construção de suas histórias. Qual o nosso real valor para as pessoas que trabalham conosco? Você sabe? Já perguntou alguma vez? Ou o compromisso com o “fazer aquilo que dá” ou somente “o meu bem feito” é uma constante na sua rotina profissional? Se assim o for, você pode estar cercado de histórias sem expressão e sem perspectivas.

Não há espaço para “profissionais”(essa palavra não define adequadamente estas pessoas) que lidam com outros seres humanos dessa maneira, omissos no ato de contribuir. Temos as nossas responsabilidades sociais, o nosso compromisso com o que proporcionamos as pessoas para que elas se desenvolvam e nos dêem o prazer de acompanhar suas evoluções. Isso mesmo, prazer de acompanhar as suas evoluções e de saber que fizemos algo a mais para que elas encontrassem seus caminhos e escrevessem histórias atraentes, construtivas e de real significado em suas trajetórias.

Evidente que existem aqueles que não se permitem, que não querem evoluir, que a exemplo, se revoltam com o fato de que “seres humanos são tratados como números”, mas se deixam tratar assim e inclusive merecem um sinal de menos à frente de seus números. São raras as pessoas que estão dispostas a fazer “algo a mais”, por si e/ou pelos outros, “quanto mais fazer a diferença”.

Encontrar soluções e fazer com que os planos pessoais e profissionais sejam concretizados é um desafio, uma antítese ao ostracismo que nos permitimos e que por muitas vezes toma conta de nós. Além disso, nossos papéis como profissionais, pais, filhos, educadores, orientadores, amigos, devem ter uma ação condizente com o sentido que o têm.

Você já se questionou sobre os seus papéis?
E sobre as responsabilidades que cada um destes papéis envolve?

Uma das melhores histórias que ouvi meu pai contar e talvez você conheça, mas que sua lembrança sempre é bem-vinda, se passa em uma praia.

“...eu estava caminhando pela beira da praia e vi à distância um homem, ele abaixava-se, pegava algo no chão e jogava ao mar, enquanto eu caminhava em sua direção ele repetia muitas vezes aquela mesma ação. Chegando mais perto, pude ver que ele pegava as estrelas-do-mar que estavam a beira mar e as jogava. A praia estava em sua extensão repleta de estrelas-do-mar e aquilo que o homem fazia me pareceu um disparate. Aproximei-me e perguntei lhe:
- Senhor, porquê você está fazendo isso? Porquê está jogando essas estrelas-do-mar de volta ao mar? Ele olhou em meus olhos e disse:
- Estou tentando salva-las.
- Mas a praia está repleta delas, você nunca conseguirá!
Ele abaixou-se, pegou outra estrela-do-mar e a jogou, virou se para mim e disse:
- Essa eu salvei, para essa eu fiz a diferença.

Durante aquele dia, passei um bom tempo pensando no que tinha acontecido e hoje em dia, sempre que vejo estrelas-do-mar na beira da praia , eu as jogo de volta ao mar.

Você tem feito a diferença?





 
© Copyright 2006, J.A. Nobre Consultores Associados
Webdesign by Webbureau